Olho a olho.
Pele a pele.
Nus feito animais.
Pele reluzente mostrando as dobras.
Corpos livres para a dança.
Dança muda?
Tem que mudar, a dança muda a cada encontro, a dança muda com a intensidade.
Animais contidos.
De roupa só o olhar nu que controla o desejo.
Sem roupa o corpo todo mostra a vontade.
De roupa a boca abre querendo beber um ao outro.
Sem roupa o corpo inteiro pinga.
Os olhos verdes dela revelam sua vontade.
Os olhos negros dele demonstram sua fome.
Neste turbilhão de cheiros, sensações e emoções, os corpos se unem.
Primeiro vem a valsa, calma, envolvente, marcada pelo toque.
Primeiro o beijo que acende.
Depois vem a salsa, frenética, insinuante, ritmado.
Mãos que vão e vem, toques que exploram.
Agora vem o samba, ginga, garra, vontade, união.
Corpos unidos, agarrados, suando e buscando.
Num blues alucinado vem o ritmo que altera a respiração.
Nus e entregues.
Pernas, mãos e braços que se movimentam com ou sem coordenação.
Ficando apenas as vontades a mostra.
Corpos que se lubrificam.
Corpos que se encontram.
Líquidos que explodem demonstrando o mix de tudo.
E, por fim, o clássico, ao som do Bolero de Ravel, corpos que descansam, um sobre o outro.
Macho e Fêmea.
Homem e mulher.
Descansando depois de doar seu desejo, seu amor.
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