sexta-feira, 2 de março de 2012

Cane

CANE

Ana estava ali, parada, não consegui se mexer, suas pernas estavam paralisadas.

O ar faltava e ela não conseguia distinguir entre surpresa e tesão.

Alberto segurava uma cane de borracha que no escuro do quarto mal conseguia ser vista, ele sorria e balançava a cane, e Ana arrepiava-se toda.

Nunca havia sentido aquela sensação um misto de medo e tesão que a tiravam do prumo, enquanto pensava, nem notou a aproximação de Alberto.

- O que dizia, cadelinha? Queria me dizer algo? O Que é? E, com a mão livre tirava o cabelo longo e encaracolado de Ana dos ombros e beijava-lhe a nuca fazendo com seu corpo todo estremecesse afinal de contas, o cheiro daquele Homem a entorpecia.

Encheu os pulmões de ar, sorriu e se afastou dizendo:

- Nossa como você é distraído, eu estava dizendo que não vou andar por ai sem calcinhas só porque você acha que pode mandar, é um absurdo. Mesmo falando assim, não conseguia olhar para os olhos Dele pois, se assim o fizesse não teria coragem de emitir um som.

Ana muito corajosa, ao mesmo tempo que sentia medo daquele Homem, ela queria que ELE percebesse que ela á alguém tão forte quanto ELE que ela é capaz de lutar por aquilo que acredita e que ela não está ali para mostrar nada a alguém ou fazer porque alguém faz, mas que o faz porque deseja lhe dar prazer.

Balançando a cabeça de um lado a outro, como quem diz, tadinha, este gesto fez Ana sentir o corpo ferver, que Homem arrogante, quem ele pensa que é para mandar que ela vá trabalhar sem calcinha, ou que duvide do quem ela é, esta ai, na frente dela, com algo na mão a ameaçando, “Não!”, ela pensava ELE não vai me dominar assim.

- Menina, que desobediente, não fez o que mandei, fica me chamando de “você” toda hora como se falasse com um namoradinho, seu maridinho, menina, você esta perdendo a noção de quem eu sou, então terei que tomar providencias.

- Fico irritada quando você fala comigo como se eu fosse criança, e não vejo mau nenhum em um Homem ser namorado ou marido, não precisa tratar deste assunto com tanto desprezo.

- Quietinha, fique quietinha, tem um Demônio pensando aqui, não estou gostando nada, nada deste comportamento.

Ana já estava transpirando, “Que saco!”, esbravejou e virou-se para alcançar a garrafa de água, vestia uma belíssima calcinha de renda roxa e uma blusinha branca, era o acompanhamento de sua roupa de trabalho do dia, ela sabia que iria se encontrar com ELE ficou horas escolhendo as roupas, fez cabelo, unhas, preparou-se para ELE como uma cortesã e ELE vai lá e já sai reclamando de sua calcinha.

Absorvida pelos pensamentos e deliciando-se com o frescor da água, nem percebe Alberto se aproximar, sem nenhuma palavra ele a gira pressionando seu corpo contra a parede, tira a garrafa de sua mão e a beija esfomeado, ela mal consegue respirar.

Apesar de ser uma mulher grande, bem clarinha de formas arredondadas, não consegue forças para se desvencilhar de seus braços, empurra , luta, mas só consegue com que ELE fique mais excitado, pois, seu corpo se esfrega ao dele mais e mais.

Sente seus braços serem erguidos ao alto de sua cabeça, e com uma mão ELE os prende e com a outra vai em busca de seu seio, apertando o bico com tanta força que arranca um gemido que é abafado pela língua que explora sua boca.

Ana não sabe se luta, se grita, se morde, quando sente um tapa estralando em seu rosto, assusta, seus olhos ficam mais verdes e ela o encara, e nota aquele semblante duro, olhando seus olhos e dá-lhe outra bofetada que a faz virar o rosto, e sem esperar a boca torna tomar a dela, num beijo apaixonado, e com o rosto latejando e com a caricia daquela língua dentro de sua boca, Ana amolece o corpo em sinal de entrega.

Sente naquele instante o corpo daquele Homem, sua pele negra e quente, seus braços fortes, aquelas pernas de musculatura firme separando as delas, fazendo com que seu sexo ficasse pressionado e sentia aquele pau duro esfregando-se em sua barriga, não podia deixar de pensar que o tesão que sentia por ELE aumentava a cada encontro.

Foi sendo levada pelas emoções e sensações, e quando se deu conta, estava amarrada a um gancho no alto da parede do quarto, suas pernas estavam presas em outros ganchos próximos ao chão, estava com os braços e pernas abertas, como havia chegado ali, ela não conseguia agora pensar, foi como se ela tivesse sofrido um apagão.

Ele se aproximou dela, puxando seus cabelos a fez virar o rosto para ELE, ela estava de frente para a parede e ELE chegou encostou-se ao seu lado, lambendo a pontinha de seu nariz arrebitado.

- Que nariz bonitinho! Agora mocinha, verá o que é desobedecer seu Senhor, e por cada você dito anteriormente receberá 10 golpes, está me entendendo?
Ela meneava a cabeça confirmando sua compreensão, mas estava focada a olhar aqueles olhos que a engoliam e aquela boca que desejava na sua, e como se ELE lesse seus pensamentos a beijou, seu beijo estava mais violento agora, segurava seu cabelo com força, fazendo com que sua cabeça fosse bem pra trás, e com a outra mão, tocava-a, violentamente, parecia que ELE queria arrancar algo dela, seu corpo se esquentava e Ana estremecia, ELE sem piedade foi intensificando seu toque até que Ana, já sentindo os espasmos de seu tesão consumindo seu corpo levou um tapa em seu sexo, que a fez gritar.

- Nada disso, cadelinha, não é hora de gozar, é hora de conhecer a cane, nada de “safe”, não adianta chorar, nem gritar, agora, é hora de você aprender seu lugar.

E, largando seu cabelo e se afastando, fez com que Ana sentisse, medo, frustação, desespero, eram emoções fortes que ela não conseguia controlar, e quando sentiu o primeiro golpe, gritou e mais outro, e outro, aquele Homem sabia como a deixar enfurecida, era isso, um golpe lentamente após o outro, já que ia fazer porque não fazia logo, rápido, ela não entendia.

A cane cortava o ar e estralava em sua carne, sua musculatura todinha se retesava, sentia o sangue correr e sentia as batidas de seu coração, não conseguia distinguir se a dor era irritante ou se a maneira com que ELE demorava de um golpe a outro que a irritava.

Ana a principio contava, mas já estava enlouquecida de tanta vontade de chorar, mas ela não queria chorar, estava lutando, mas ELE desejava suas lágrimas, e foi aumentando a intensidade dos golpes, até que mais um e Ana gritou e as lágrimas desabaram.

Seu corpo tremia todo, seus braços e pernas doíam, não tinha ar, não tinha forças para ficar ali em pé, seus músculos doíam muito, e enquanto chorava e sentia o ardor da pele, ELE puxou seus cabelos e a esbofeteou, ela gritou e sua boca foi coberta com a DELE, sua mão foi direto ao sexo de Ana e entre beijo e massagem ao sentir o corpo de ANA estremecer, ele a puxou pelos cabelos.

- Olha para mim, olha!

Ana abriu os olhos e enfrentou os olhos daquele Homem, e uma onda fez seu corpo todo estremecer e ela sentiu seu sexo explodir, colocando para fora seu gozo, sentiu escorrer pelas pernas, num jato forte, seus olhos não conseguiam se desvencilhar dos dele, e neste topor sua boca foi coberta novamente, mas agora, sentia um beijo tenro e carinhoso, chorava muito Ana.

Sentiu quando ele a soltou, mas ela não conseguia se mexer, seus braços doíam muito, e suas pernas estava pesadas, ELE a apoiou e a levou até a cama, quando ela se sentou, seu grito ecoou pelo quarto, e novamente iniciou um choro, desesperado, compulsivo, ELE ajudou-a a se ajeitar para que não sentisse dor e de lado, ela ficou parada e chorando.

ELE movimentava-se pelo quarto e Ana ficava mais triste, pois ela precisava DELE ali com ela, mas seu movimento pelo quarto foi compreendido quando Ana sentiu a mão quente daquele Homem tocar sua pele, a principio Ana tentou fugir daquelas mãos, mas ao ouvir sua voz acalmando-a dizendo que só iria cuidar de sua pele marcada, ela começou a se acalmar.

ELE a tocava com uma delicadeza absurda, sua mão fazia movimentos leves e o calor da mesma a deixava envolta por uma onda deliciosa, era como se ELE a estivesse anestesiando, sua dor ia passando e o desejo de ter aquele homem dentro dela, ia aumentando.

Como se ELE tivesse lendo seus pensamentos, ELE deitou-se ao seu lado, colocando-a entre seus braços e pernas, seu corpo quente fazia com que Ana se mexesse bem de leve como se quisesse o sentir com todas as células.

O carinho intensificando, Ana sentia o ferro negro e delicioso latejando entre suas pernas, ela deseja mais, ELE a foi moldando, moldando, e quando Ana percebeu sentiu uma dor forte, ardida, sentiu como se algo rasgasse sua carne, ELE a segurava na cama com força e com um só golpe entrou em seu rabinho, que a fez gritar desesperada de dor, suas lagrimas e saliva se misturavam na fronha do travesseiro, enquanto ELE, quieto, duro, forte, ainda dentro dela foi beijando-lhe o glóbulo de sua orelha, mordiscando de leve sua nuca, e quando ANA já havia retornado de seu estado de muita dor, foi bem devagar se movimentando, Ana agora, chorava, mas já sentia o calor daquele membro forte dentro dela, com sua nuca sendo mordida de leve, ouvindo a voz daquele homem, “Calma, menina, calma, vai passar, deixa eu te levar... Confia em mim!”, uma nova onda de calor foi tomando o corpo de Ana que foi se envolvendo e se mexendo no ritmo daquela voz, e quando se deu conta, estava de quatro, rebolando e ajudando-o a entrar mais e mais forte dentro de seu rabinho.

Sua mão estava em seu clitóris, e hora ela o alcançava, massageando as bolas enquanto o pau estava todinho dentro dela, e intensificando esta massagem, explodiu em gozo apertando aquele delicioso membro dentro de seu corpo, e , enquanto gozava, ELE a segurava com muita força, enterrando seu membro cada vez mais fundo, e com uma mordida seca em sua nuca ELE urrou de prazer, jogando todo seu gozo para dentro dela num jato forte e quente que a fez sentir outro espasmo, caindo os dois juntos na cama, ela por baixo e ELE por cima, ainda dentro dela, e ficaram assim por alguns minutos.

Instantes depois, ela mal conseguia se mexer no meio daqueles lençóis molhados, ELE se levantou primeiro, a ajudou a deitar no alto da cama onde estava seco, pegou uma toalha umedecida passando por todo o sexo de Ana, lavou-se, e deitou ao seu lado, puxou-a para si, ela mal consegui se mexer, mas enroscou-se naquele peito.

- DONO meu, obrigada. Pegou a mão de Alberto e a beijou docemente, no dorso em sinal de respeito e passando a língua na palma, em sinal de receber seu alimento por aquela mão, a mão do Dono.

- Disponha menina, falava enquanto beijava sua testa, disponha!

Ana adormeceu sentindo seu corpo todo relaxar, ouvindo a respiração de seu Dono e Senhor e sentindo o estado de descanso que ELE estava pelo prazer que ela havia proporcionado e sentido.

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