quarta-feira, 21 de abril de 2010

De alma!

De alma!

Enfim, aqui, estou mais uma vez relatando aquilo que senti e sinto.
Entrei no mundo SM, fui acolhida por meu Dono e Senhor que com toda sua paciência, guia-me pelos caminhos tortuosos da submissão.
Sou uma rebelde nata. Sinto-me uma Rainha, nariz empinado, mimada, e muito arredia, porém, meu Sr me coloca em meu lugar, não me dá trégua.
Já senti raiva, por sentir-me dominada por ele e ao mesmo tempo sinto muito prazer em desobedecê-lo, pois, adoro dar-lhe prazer através de seu sadismo.
Ele por sua vez me maltrata, surra minha pele alva com vontade, não se intimida com os vergões vermelhos que nela crescem, ri, me prende na parede, me segura pelo queixo, bate em meu rosto, mas tudo isso, não é fácil, eu luto.
Luto com toda a força, choro, esperneio, xingo, bato, arranho, mordo, tento me soltar, e quando não tenho mais força física, uso minha força intelectual.
Já contei cada uma de suas cintadas, chicotadas, e com a chibata já cheguei ao número 235, pois, eu não sinto dor, fico anestesiada pelo prazer que propicio ao meu Senhor.
Provoco. Faço manha, imploro. E, ele permanece, duro, cruel, sádico.
Porém, basta uma palavra, uma palavrinha, e meu Senhor pára tudo para me confortar, beijar, acariciar, cuidar de mim, fazer-me entender que só posso chorar diante dele, dele que me domina, pois afirma com segurança que sou forte para qualquer outra coisa, e que nada poderá me desarmar.
Meu Senhor me protege! Protege-me até mesmo de seu próprio sadismo, deixa de sentir mais prazer para me proteger.
Meu Senhor, me admira, me respeita, faz de mim sua MULHER, sua fêmea, faz-me gozar tanto que meu corpo treme com espasmos descontrolados, e tudo que eu consigo fazer é chorar de tamanho prazer.
Meu Senhor me testa!
Primeiro ele me vicia com sua presença, física e/ou virtual, que seja, depois, sai...
A dor é tanta que enlouqueço, fico nervosa, reclamo, falo o que não devo, depois, eu me arrependo, peço perdão, daí ele volta, como se nada tivesse acontecido e diz sarcasticamente: “Sentindo falta de Seu Senhor, minha cadelinha?!”, na hora esqueço tudo e me entrego ao prazer de sua presença.
Não queria ser dominada, mas ao mesmo tempo, sempre foi algo que sempre busquei não me importa quanto vai durar, o que me importa é curtir a deliciosa presença de Meu Dono e Senhor, fazê-lo feliz, quero que meu Dono saiba, que eu o respeito, admiro, desejo, gosto, amo...

Meu Senhor é bom, bom para mim, e faz bem e de tudo por nós, para nosso prazer.

domingo, 18 de abril de 2010

Drive in

Pouco tempo se passou desde nossa ultima sessão, ainda sentia seu cheiro impregnado em minha pele.
Mas, eu ainda não estava satisfeita, era como se eu quisesse sentir mais e mais a sensação de fazer com que sua linha sádica aparecesse ainda mais forte.
Fiquei excitada enquanto pensava o que poderia fazer para te provocar, e em quais conseqüências isso nos levaria.
Quando recebi seu torpedo, sorri, pois, muitas foram às idéias naquele instante.
O que instintivamente fiz, foi te responder e chamar-te de “Fracote”, tinha noção que esta palavra iria deixar-te irritadíssimo. E, eu, desejava muito isso.
Quando chegou ao local marcado, não via a hora de poder encostar meu corpo no seu e sentir seu cheiro.
Sentia algo animal, como uma cadela no cio, sua cadela, sua vadia, sua menina.
Meu corpo esquentava e tremia, paramos num Drive in, lugar promíscuo, sujo, lugar que lembrava sexo fácil.
Assustei-me quando entrei, não acreditava que aquilo estava me excitando, e que estava segura contigo, e que meu sexo pedia por seu toque.
Quando sai do carro e ouvi você soltar seu cinto, não imaginava o que eu poderia sentir.
Seus olhos avermelharam de tesão, e raiva, pois não acreditava que eu havia te chamado de “Fracote”, na primeira cintada que estralou em meu corpo, fez com que meus olhos se enchessem de tesão, eu queria mais, queria ver seu sexo latejar por meu castigo, e por minha submissão.
Gritou... “Não é Mulher? Repete que eu sou ‘Fracote’!” Olhava para mim, engolindo-me, sua respiração ofegante me deixava ainda mais excitada, e olhando nos seus olhos, disse, “Fracote!”, neste instante o estralar do cinto em meu corpo veio sem dó, eu estremeci, sua força é algo estonteante, e mesmo me dobrando pela dor, olhei de novo para ti e tornei a dizer, e disse muitas vezes e a cada uma delas levava uma ou mais cintadas, não as contava, apenas era conduzida pelo tesão.
Mandou-me que me virasse, porém, eu não o fiz, mandei que viesse fazer se quisesse, e lutei, para que não me virasse.
Seu corpo aquecia e o meu umedecia.
Meu sexo latejava, minha pele ardia, minha carne tremia, mas eu provocava mais, e cada vez mais, olhei para você e para o chão , como se quisesse mostrar a ti o seu lugar, ou seja, abaixo, nos meus pés, isso te queimou.
Disse que eu levaria por isso, vinte cintadas de uma única vez, sem dó, e assim o fez, porém o que não esperava era que ao parar, eu erguesse meus olhos, encarava os seus e dissesse em alto e bom tom, “Quatorze!”, pois eu as contei, e quis que você soubesse que eu as contava enquanto você pousou antes do número que havia me dito, ou seja, você perdeu a concentração tamanha sua excitação.
Chegou a babar ao ouvir o que eu disse, trancou o maxilar, como se quisesse colocar toda sua força nas próximas cintadas que vieram, e assim o fez, a dor foi tamanha que eu me agachei, não consegui ficar em pé, eu respirava pesado, meu corpo dolorido e cansado, ali, enrolado naquela parede.
Notei sua mão estendida para mim, e seu olhar, agora seguro, calmo, protetor dizendo “Pare agora, peça perdão e pare agora. Não por mim, mas por você, sua dor tem que ter limite, ou pelo menos, tem que ser seu limite hoje!”, olhei para seus olhos, e senti tanto carinho, sentia-me tão sua, que eu obedeci, parei e beijei sua mão que segurava o cinto pedindo perdão e retirando o que eu disse, neste instante, seu sexo invadiu minha boca.
Segurou-me ali, naquele instante o DONO tomava posse do que eu havia dado, meu corpo para seu prazer.
Entrou dentro de minha boca, com vontade, com desejo, eu ali agachada, sentia a dor de estar naquela posição, mas mesmo assim, chupava, lambia, engolia o grande prêmio que você havia me ofertado.
Tentei me desvencilhar, pois a dor, nas pernas, era enorme, porém você me segurava e entrava ainda mais fundo em minha garganta, provocando-me ânsia, não de nojo de ti, mas pela profundidade que eu queria que você atingisse.
Segurando-me pelos cabelos, fez com que eu me ajoelhasse, e continuou em minha boca, enquanto eu gemia de prazer, e ondas de prazer tomavam posse de meu corpo, olhou em meus olhos e disse: “Sinto o cheiro de seu sexo cadela, esta gozando, seu cheiro esta tomando conta deste lugar, seu cio esta forte. Brinque com ele, não o tire desta boca que a mim pertence.”
Eu delirava, e sentia seu delírio no pulsar de seu sexo dentro de minha boca.
Segurou-me pelo queixo e mandou-me que abrisse minha boca, para que eu bebesse de sua saliva.
Queria seu beijo, seu toque, seu castigo, sua força, SEU PRAZER.
Levantou-me dali, sabia que meu joelho doía, e que eu precisava sentir seu abraço, e foi isso que fez, abraçou-me e beijou docemente, claro que antes, beijou-me como um cafetão quando quer tomar o corpo de sua puta, e eu encostei-me em seu corpo, cansada, pedindo seu carinho, seu aconchego, e assim eu tive, acariciou, beijou-me a testa em sinal de carinho, pois és meu Dono e Sr.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

A Cortesã

Ela vive escondida dentro desta pessoa tímida e determinada, mulher exata que nada teme a não ser deixar-se mostrar.
Ela determina meus desejos, mas, muitas vezes eu apago o que ela diz com leituras desnecessárias e estressantes, coisas que fazem com que ela se afaste.

Ela grita para que eu a escute.

Faz com que eu sonhe e deseje aquilo que jamais poderia aceitar, mas a curiosidade levou-me a conhecer o que ela dizia.

Li e analisei muito, acabei decidindo que experimentaria o que ela estava me dizendo, só não sabia o quanto isso iria me custar.

Encontrei um amigo, do qual falávamos muito deste mundo que eu estava curiosa a experimentar. Conversamos muito. Enfim, ele mostrou-me que o mundo que eu queria visitar era um mundo único, envolvente e perigosamente delicioso.

Decidi conhecê-lo pessoalmente, sua voz, cativou minha curiosidade, e esta, crescia a cada dia. Nem notei o que acontecia.

Finalmente nos conhecemos, conversamos, olho no olho; boa conversa e objetiva, palavras de quem sabe o que realmente quer, e que inteligentemente analisa o que nem mesmo eu sabia o que queria.

Desta conversa, inicio-se uma “negociação”, algo sutil, sabendo onde pisaríamos sendo sinceros e objetivos.

Deixei-me levar pela curiosidade, e sem saber que dela nascia: a “Cortesã”, mulher ousada, desejos fortes, dona de meus sonhos, e se mostrou ao “FEITOR”.

Esta mulher o desafiou com o olhar, mostrava sua garra e deliciava-se com a reação, mulher inquietante, desejosa e totalmente escondida.

Sensações foram vividas nesta primeira sessão, olhos penetrantes, toques decididos, dor e prazer misturados, meu corpo não era mais meu, era palco do prazer do “SR FEITOR”, que se aplicava a tirar de dentro de mim a Cortesã, que ali adormecia.

Neste clima envolvente, deparei-me com conflitos, e fui prontamente protegida e acariciada, trazendo uma deliciosa sensação de segurança que ativaria de forma enlouquecedora meu desejo, e ela timidamente apareceu, pois ELE a tirou de mim com seus dedos entrando em minha carne, quente, úmida e pulsante, de uma maneira que jamais permiti que acontecesse, enlouqueceu meu corpo, tirou de dentro dele “ela”, quem estava ali escondida: a “Cortesã”.

Gemi, gritei, sussurrei, sentia minhas pernas formigarem, minha boca ficar seca, pedindo seus beijos para saciar minha sede. Sua saliva doce me embriagava, e eu queria cada vez mais. Tremi em seus braços, arrepiou-me por inteira, e me abraçou, ajudando-me a respirar.

Estava ali, pela primeira vez, levando palmadas que ardiam e doíam, mas eu tinha vontade de provocar mais. Alucinada.

Este clima envolvente finalizou com suas ordens, a “Cortesã” banhou o “FEITOR” timidamente, pois foi novamente se escondendo dentro de mim.

Dias depois ainda podia sentir os dedos DELE dentro de mim, minha carne ainda ficava quente, pois ela queria sair.

Estava passando o tempo, e sem que eu percebesse, ela O estava provocando, ficava excitada ao acordar lembrando-se do que ele poderia fazer, e com frases bem colocadas, ela O provocou a ponto de fazer com que ELE viesse colocá-la em seu lugar.

Eu não poderia imaginar como seria tão rápido este próximo encontro, mas ela soube o que dizer, mostrou-se ‘sua vadia’, ‘sua cadela’, mostrou-se a meretriz que é.

ELE veio colocá-la no lugar, postada à frente de DELE reverenciando-o, inicialmente eu a impedia que saísse, pois sabia que o momento que isso acontecesse não teria mais controle de meu corpo, ele pertenceria única e exclusivamente a ELE, saciando sua sede por seu bel prazer. Ela fez com que ELE a possuísse, antes disso sentiu o peso de sua mão nas inúmeras palmadas que recebeu por ter feito ELE “desperdiçar” seu tempo com ela.

Mas, isso só fez com que ela dominasse minha mente, as palmadas fizeram com que ela se mostrasse, e seus dedos a procuraram mais uma vez dentro de mim, sua força arrancava gemidos, seus beijos enlouqueciam meu corpo, e quando me possuiu, ela saiu, forte, quente, sentindo ELE dentro dela, fazendo com que meu corpo tremesse, fazendo com que minha voz saísse dizendo que eu naquele instante era ‘sua cadela’, ‘sua vadia’, e ele espalmava minha carne branca com mais ardor, mas isso arrepiava.

Ao postá-la de bruços, seus dedos procuram outra fonte de prazer, deixaram meu corpo envolto a ondas de dor e prazer, em ondas de calor que fazia com que eu ficasse molhada, me sentindo escorrendo, e mesmo com as tentativas de dominá-la a meretriz saiu, quando sua boca sedenta procurou SEU membro.

Ela apareceu e o engoliu colocou-o todo em sua boca, sugando com a força de seu desejo, sentia o prazer que estava proporcionando a ELE e continuava.

Provocou sua ira, ELE virou e possui-me com destreza, força, provocando-me ondas de prazer, e a meretriz reaparecia, colocou seus dedos dentro de mim, movimentando-os, massageando-me, mexendo, provocando dor e arrepios, ondas de prazer que me levaram a um lugar que nunca estive; meu corpo tremia, meu coração bombava com velocidade alterada, meu sexo umedecia de uma maneira que jamais havia sentido e meus pensamentos desapareceram, uma onda de calor consumiu meu corpo.

Não consegui me soltar dele, meus olhos estavam marejados, escondi-os em seu abraço para que não visse, mas a força de minha carne tremendo era tamanha, que arrancava de mim suspiros que me trazia o ar que havia perdido instantes atrás.

Nunca havia sentido tais sensações, nunca havia sentido tanto calor, foi um êxtase.
Não havia terminado, eu havia provocado sua ira, e por isso tinha que ser castigada, fez-me beijar seu cinto que iria estralar 25 vezes em minha pele, e eu teria que contar isso em voz alta, minha carne ardia, meu corpo se retesava, eu me concentrava nas ondas de prazer que acabara de sentir e agüentei as 25 vezes e pela primeira vez em minha vida fui surrada com um cinto.

Sentia-me péssima, não consegui sair da posição quando terminou, senti SEU corpo atrás do meu, SEU abraço, SEU aconchego, e virou-me para ELE, beijou-me docemente a testa e colocou-me em SEUS braços, aquecendo minha pele com o calor de seu corpo, fazendo com que a sensação de estar sozinha desaparecesse por completo, estava protegida por ELE.

Preparei seu banho como se estivesse pisando em nuvens e banhei aquele HOMEM que havia me proporcionado tantas sensações deliciosas, sequei-o e fui para meu banho enquanto o via se trocar.

Sensações tão deliciosas fizeram me sentar aqui e tentar colocar em palavras aquilo que senti, mas que já devem ter percebido que não haverá palavras fiéis ao que senti.
Cada vez que lembro meu corpo todo se arrepia, é “A Cortesã” tentando sair.

Depoimento de uma “nova submissa”

Antes de mais nada, espero que meu depoimento, auxilie aos demais apreciadores deste maravilhoso mundo SM, que minhas palavras toquem os Senhores e Senhoras e conforte todos àqueles que a eles se submetem.

Recentemente descobri o mundo SM, quando digo recentemente, estou falando de alguns anos que perante minha existência não faz nem 10% do que já vivi, nestes meus caminhos, emoções foram conhecidas, sentimentos foram marcados, e a vivência e a experiência fez-me crescer como pessoa, como Ser Humano.

Mas, algo faltava.

Não imaginava o que, tão pouco fazia idéia que o SM daria intensidade e sentido para minha existência, meu entendimento Humano.

Foi por uma palavra, uma única palavra fez-me pesquisar a este respeito, e como todo “baunilha”, no momento que li os primeiros textos a respeito, ri e não achei que eu seria capaz de gostar, achei doentio, incoerente, irresponsável, bizarro e tudo mais que havia pré-moldado por uma sociedade leiga e ignorante em tais assuntos.

Só que com uma diferença, a pesquisa e a cultura fazem parte de meu cotidiano, e preconceitos nunca foram fortes em meu dia a dia por tudo isso este mundo começou a se abrir para mim.

É relativístico, este mundo paralelo sempre esteve presente, sempre fez parte de mim, mas, eu não sabia como olhar e para que lado olhar bastou-se um movimento e a dimensão SM tornou-se presente no meu campo de visão e ação.

Relutei em varias situações, não aceitei que estava prestes a vivenciar tais sensações, zombei e criei diversas formas de me dispersar, talvez até mesmo por saber que meu subconsciente já sabia o que estava para acontecer.

Conversei, li, especulei, analisei, procurei contos, livros, blogs, salas de bate papo, dividi estas emoções com uma amiga que também, sofria pelo mesmo apelo que eu vivia sofrendo, enfim, estudei.

É claro que encontramos de tudo, e muitos se dizem aquilo que tão pouco conhecem, e nós no inicio não conseguimos discernir o que esta certo ou não, então rola o bom senso e a segurança.

Sempre fui de gênio forte, perspicaz, perseverante, paciente, crítica, observadora, tímida, enfim uma pessoa como outras por ai, não gosto de falar normal, pois, definir o normal é taxar o que há de diferente nos outros, digamos que sou alguém que pensa como deve ser a vivencia com os demais, e o que posso aprender com isso.

E, nestes meus estudos, a cada linha lida ficava bem claro que eu sou uma submissa, meu prazer esta na servidão, e em como posso satisfazer a quem estiver comigo.

No início, levei um pouco na brincadeira, pois como uma baunilha que era, confundia a submissão com uma pegada forte, e isso é muito comum.

No momento internet, tive boas e péssimas experiências, não costumo muito falar das más, afinal de contas, elas mexem com o que há de mais íntimo, e varia muito para cada um, eu tenho uma amiga que sempre diz; “Não deixe te afetar, faça como eu, lide com frieza e aproveite o prazer.”, racionalmente corretíssimo, mas bem sabemos que há seres mais razão que emoção e vice e versa.

Eu sou mais emoção que razão, e racionalmente eu quero assim.

Já passei por situações hilárias, a melhor delas, foi ao sair pela primeira vez para conhecer um Dom, o mesmo mandou-me que comprasse um cortador de unhas, eu o fiz, e de forma alguma se comportou de acordo com minhas expectativas, levantou-se e disse, estou no piso e carro tal, bem, deve estar lá até hoje, pois não tive duvidas entrei em meu carro e fui para minha casa.

Se for Dominador ou não, não saberei, talvez fosse, mas a linha dele estava longe para ser a que eu necessitava, e se não era, o castigo de ter ficado preso por lá durante 45 min., tentando me convencer que deveria aceitar sua ordem enquanto eu ia para casa, foi bom para ele aprender a não brincar de SM.

Mas, fiz bons amigos, amigos que nunca nos vimos, mas as conversas abriram horizontes, amigos que perdemos o contato, ou que simplesmente nosso tempo acabou, conheci boas pessoas.

Neste movimento inicial, escutei de tudo, Senhores dizendo que jamais teriam uma relação cotidiana com suas submissas, que elas existiam para servi-los e só, Senhores que diziam isso, mas que estavam noivos de suas submissas, outros que queriam a mulher perfeita, pois achavam que uma vez submissa ela diria amém a tudo que lhes foi dito, e por ai vai....

Já estava na fase de desistência deste mundo SM, num momento que estava começando a achar que ele nada mais era algo que eu criei, quando conheci um Senhor.

Nossas conversas eram banhadas de muita cultura, muitos cuidados, tinha vergonha de escrever algo errado, fazia com que eu lesse duas vezes antes de enviar a ele uma mensagem instantânea no msn, era engraçado.

Teclamos por tempos, sem ao menos vermos um o rosto do outro, nem que fosse por uma foto, e quando o fizemos, vou dizer por mim, descobri pela primeira vez que tesão não é algo relacionado a aspecto físico, e sim algo de pele, de intelecto, de fetiches.

Cada pessoa tem olhos que brilham para um biotipo, sempre me chamou a atenção homens muito altos e fortes, de traços e olhares duros, homens de personalidade forte. Então, quando o vi, surpreendeu-me minha reação, pois, ele mexia com minhas idéias e meus pensamentos em relação ao novo mundo, mas, era uma representação física que raramente me chamava à atenção, mas desta vez chamou, e muito.

Lindo!

Negro, alto, forte, sorriso cativante, dono de uma voz maravilhosa, e de um olhar estonteante. Talvez nestes pensamentos, ali já estava marcado o que ELE representaria o que ELE representa e o que sempre representará.


Pessoalmente, não conseguia parar de olhar sua boca, parecia que ela me chamava, sem palavras, só pelo movimento que fazia, nossa conversa num café foi maravilhosa, nem percebi o tempo que se passou, e ao me acompanhar até o carro, ali, ele me Dominou.

Fez com que eu fechasse os olhos, e me presenteou com uma linda calcinha branca, eu transpirava, sorria, meus olhos ardiam, eu estava completamente fora de mim, da pessoa que eu sempre fui, da mulher tímida e racional, ali, eu estava como uma menina diante do novo, sem saber o que fazer, onde por as mãos, como se comportar.

ELE demorou uma eternidade para me beijar, pois era o que me pareceu naqueles 15 minutos uma eternidade, eu praticamente pedia para que ele me beijasse, e ele ali, alto, olhando para mim por cima, e eu não conseguia sustentar seu olhar.

E, quando ele me beijou, a sensação foi tão boa que eu perdi a noção do tempo, de quem eu era e onde estava.

Este Homem, simplesmente me beijou, e meu corpo estremecia de forma tão forte, que não conseguia esconder o que havia sentindo. ELE ria.

Claro, tudo foi conversado, explicado, em momento algum ele deixou de me avisar que nosso contato seria apenas SM, que sua vida já estava construída, e que ELE só iria me apresentar o SM, treinar-me e adestrar-me para um Senhor que me queira.


Tudo era devidamente explicado, racionalmente pensado, ele me alertou com o perigo que há das submissas se apaixonarem por seus DONOS, e que isso poderia causar muita dor, eu estava ciente. Não acreditava, mas estava ciente.

Quando fomos para a primeira sessão, nem consigo descrever os medos e sensações que sentia, o medo tomou conta de mim, tanto, que eu mal respirava, nem sei se ele notou, mas, deve ter notado, ELE sim, outro não teria.

ELE foi paciente, amigo, Dono e protetor, muito protetor, protegeu-me ate mesmo de seu tesão, pois, quando percebeu que eu estava no auge do stress, ELE simplesmente me abraçou e disse, “Podemos ficar assim, se você quiser só abraçado!” Esta frase foi ao fundo de minha alma, nunca havia sentido tamanho carinho, e este carinho, esta sensação de estar sendo protegida, fez com que meu desejo se acendesse descompassadamente, e meu corpo pedia o DELE.

Foram minhas primeiras palmadas, minhas primeiras ordens, foi a primeira vez que fui abusada e usada com o maior prazer.

Naquelas horas que passamos juntos pela primeira vez, fez-me conhecer um lado que não imaginava que existia, ele me deixou a vontade, me fez MULHER, e no outro dia, o nível de stress, foi tamanho que acabei demonstrando para ele todo meu lado ansioso. Nem isso deu para esconder.

A cada encontro uma descoberta, no nosso segundo encontro, descobri o que era um orgasmo, o que era ter o corpo sacudir involuntariamente, e você perder o controle do mesmo, assustei, chorei, mal consegui respirar, e novamente ele ali, deitado ao meu lado, abraçado a mim, e ajudando-me a respirar a me descobrir, que deliciosa sensação.

Nossos encontros aumentavam a freqüência, meu corpo deseja demais a posse dele, meu corpo pedia sem comando, hora por uma emoção, hora por uma elevação de temperatura, ora pela vontade incontrolável de estar com ele.

Descobri que eu adoro, é saciar a sua veia sádica, adoro provocar, jamais vou esquecer-me das primeiras marcas deixadas, feitas com cinto, pois o provoquei tanto, e lutava, eu tinha vontade de dominá-lo, mas no fundo, eu queria mesmo, era que ele não permitisse, castigasse,dominasse, que lutasse comigo.

E, assim foi feito, como eu esperava, alias, ele sempre está além de minhas expectativas.

Neste dia, não era eu, meu corpo estava adormecido pelo tesão, não sentia as cintadas, provocava, pedia mais, ria, meu corpo arrepiava, tremia, não sei o que senti, só sei que a sensação era boa, e que, só parei quando minhas pernas involuntariamente se dobraram, e eu, não tinha forças para levantar-me, mas, eu provocaria mais, o corpo e a mente ficaram dessincronizados.

Então, é nesta hora que o CARRASCO desaparece e entra MEU PROTETOR, eu não tinha noção de meu corpo, mas, ELE já sabia que era momento de parar, então, pediu-me que parasse, eu obedeci, não por fraqueza, mas, por obedecer, neste instante, usou-me, pois seu tesão por aquela entrega foi tão forte quanto minha submissão.

Vesti-me como pedia, passei uma tarde procurando coisas para nos deleitarmos numa sessão ainda mais intensa, conheci a cane de borracha e a vela, e ao contar 93 investidas contra meu corpo, eu chorei, eu pedi, mas chorei pois me sentia fraca, eu sabia que ele precisava de mais, seu prazer está na minha dor, e tudo o que quero é dar a ELE muito prazer, nem que para isso castigue demais minha pele.

Seus dedos já entram todos em mim, exploram minha carne mais intima, ELE é meu DONO.

Enlouqueci.

Sentia a necessidade de ser tocada, de tê-lo mais próximo, e mais e mais, era como uma droga, a dor faz parte de meu prazer, pois ela esta associada ao prazer que vejo nos olhos dele.

Estou viciada, encantada, apaixonada, envolvida, direitinho como ele havia explicado.

Mas, não me preocupei e nem me preocupo, quero vivenciar, deixar o amanha para o amanha e sentir tudo o que posso sentir hoje.

Talvez ele me conheça até mesmo mais que eu, e isso só faz quem gosta, quem cuida, não vou dizer que há momentos que para uma submissa algumas palavras cortam mais que o chicote, frases do tipo, “Tesão. Lisonjeado. Apenas isso” balança, afinal de contas, submissa ou não, sou mulher.

Mas, isso é apenas um reflexo daquilo que eu mesmo planto, já percebi que excitação não combina com fatores emocionais paralelos, fazem com que a ansiedade queime, e isso é péssimo para qualquer relação, mas ELE me compreende. Espero.

Não vou dizer que tudo é perfeito, mas os defeitos demoraram um pouco mais para surgir, pois, quando decepcionamos alguém,observamos e temos noção que não tem volta, e eu o decepcionei, e o que me entristeceu foi que a primeira decepção foi suficiente para causar um afastamento, talvez por pouco, mas houve um gelo.

Tanto que neste momento sinto ate medo de chamá-lo de MEU SENHOR e receber algo do tipo, “Não sou seu Dono cadela!”, mas, não podemos ter um jardim bonito se não houver rosas e elas não nascem sem seus espinhos.

Então, aprendi: sou submissa sim, deliro pela minha dor que provoca prazer ao Senhor, desejo ter um DONO e SENHOR, quero que seja eterno enquanto dure entre nós que ele me admire, respeite, encante-se, apaixone-se, ame, enfim, quero sentir NELE tudo àquilo que sinto por ELE. E, são poucos os DOMs que se permitem e podem permitir-se a tal entrega e posse.

Espero que este depoimento auxilie a alguém que como eu, procura o prazer e o prazer de viver bem com quem te dá prazer.