domingo, 22 de abril de 2012

Reflexão e Submissão



Queria poder gritar e arrancar de dentro de mim todos meus sentimentos.

Queria ter o poder de escolha de verdade, aquele poder que nos faz literalmente escolher sem ter mais nada em função.

Queria poder mandar no coração e nos sentimentos e tornar-me a DONA de minhas sensibilidades.

Queria tanta coisa, e tantas outras já tive.

As escolhas nos remetem a lugares desconhecidos.

Às vezes, estas escolhas fazem com que nosso sorriso seja brilhante e que venha do coração, outras fazem a gente simplesmente sorrir, porque nos foi dado à chance da escolha.

Quando nossas escolhas nos remetem aquela sensação de felicidade, nos deixamos acreditar que tudo de uma maneira ou de outra vai mudar. Porém, quando nossas escolhas não saem da forma que queremos porque se combinam com as escolhas de outras pessoas, neste momento até fraquejamos e desejamos não ter feito àquela escolha. Mas, uma vez feita já é tarde para aquele momento.

O tempo talvez seja nosso aliado para consertar o que uma má escolha pode ter feito em nossas vidas. Tenho muito medo do tempo. Ele é capaz de abrandar todos os sentimentos, sejam eles bons ou ruins, o tempo faz com que um grande AMOR seja esquecido, o tempo faz com que uma imensa perda seja apagada. O TEMPO é o GUERREIRO do Homem.

Desejaria poder controlar o tempo.

É incrível o poder de um olhar, um gesto e um toque. Eles são capazes de paralisar o tempo, ou simplesmente acelerá-lo, por isso consigo ver o seu poder relativístico.

Fui como Einstein sem sua genialidade, mas, talvez, com sua inocência, quando descobri que minha submissão à ELE me levava a lugares nunca antes imaginados por mim, desejei que a fonte fosse inesgotável, desejei com todas as forças que a fonte ficasse comigo, e simplesmente não pensei em mais nada; como Einstein ao se maravilhar com a energia elétrica e por isso ele simplesmente tentou explorar algo que pudesse fazer com que tivéssemos uma fonte inesgotável de energia, nesta sua escolha não pensou que de suas pesquisas nasceria a Bomba Atômica, algo com um poder de destruição também infinita.

Escolhas.

Por mais que se pense, por mais que se analise, às vezes deixamos escapar algo, até mesmo inconscientemente, pelo simples desejo de ter, com nossa escolha, aquela deliciosa sensação de felicidade.

Esqueci-me de analisar os pontos de fora da Gaussiana. E, permiti que na escolha, deixasse-me levar por uma expectativa elevada, e acreditei que aquela análise fosse à verdadeira, mesmo sabendo que havia outros pontos para verificar.

Descartei o óbvio, pois ele não aparecia em lugar algum, e de repente, surgiu um ponto de extrema importância em minha experiência, e minhas atitudes tomadas por isso, não foram boas, e com isso, a experiência findou-se.

Tentei retomar, mas já havia feito isso duas outras vezes, e cada vez que fazia, partia de um ponto onde poderia falsear minhas análises, pois todos os pontos ainda não haviam sido completamente observados, a gente vê aquilo que quer ver, aquilo que estamos preparados para ver. É como se nosso campo de visão nos limitasse a ver apenas nosso mundo, temos que nos remeter a observar de outros ângulos e daí sim será possível ver outra dimensão.

Nesta terceira análise, me remeti ao desconhecido, e indaguei coisas que me tirasse do mundo que construí erroneamente, pois, coloquei em minhas análises os dados que faziam com que a situação fosse perfeita, e desta vez, vi os pontos de fora, e estes se tornaram decisivos.

Hoje, os pontos estão se libertando cada vez mais, até mesmo porque eu desvendei o outro mundo, eu permiti que um novo caminho se abrisse, e que os pontos que iriam desviar minha história, tornam-se mais visíveis.

Mas, tudo isso, só foi bom para me levar à uma análise realista das futuras expectativas, e, percebo que o futuro desta experiência sempre foi como o primeiro dia, uma experiência de pensamento, onde o mundo das idéias é o cenário, pois, os personagens pertencem a caminhos diferentes.

Pensar demais, sonhar demais, fez com que eu vivesse o que sempre desejei, pena, que o tempo tenha sido curto demais, pelo menos a meu ver.

Nenhum comentário: