Queria poder gritar e arrancar de
dentro de mim todos meus sentimentos.
Queria ter o poder de escolha de
verdade, aquele poder que nos faz literalmente escolher sem ter mais nada em
função.
Queria poder mandar no coração e nos
sentimentos e tornar-me a DONA de minhas sensibilidades.
Queria tanta coisa, e tantas
outras já tive.
As escolhas nos remetem a lugares
desconhecidos.
Às vezes, estas escolhas fazem
com que nosso sorriso seja brilhante e que venha do coração, outras fazem a
gente simplesmente sorrir, porque nos foi dado à chance da escolha.
Quando nossas escolhas nos
remetem aquela sensação de felicidade, nos deixamos acreditar que tudo de uma
maneira ou de outra vai mudar. Porém, quando nossas escolhas não saem da forma
que queremos porque se combinam com as escolhas de outras pessoas, neste
momento até fraquejamos e desejamos não ter feito àquela escolha. Mas, uma vez
feita já é tarde para aquele momento.
O tempo talvez seja nosso aliado
para consertar o que uma má escolha pode ter feito em nossas vidas. Tenho muito
medo do tempo. Ele é capaz de abrandar todos os sentimentos, sejam eles bons ou
ruins, o tempo faz com que um grande AMOR seja esquecido, o tempo faz com que
uma imensa perda seja apagada. O TEMPO é o GUERREIRO do Homem.
Desejaria poder controlar o
tempo.
É incrível o poder de um olhar,
um gesto e um toque. Eles são capazes de paralisar o tempo, ou simplesmente
acelerá-lo, por isso consigo ver o seu poder relativístico.
Fui como Einstein sem sua genialidade,
mas, talvez, com sua inocência, quando descobri que minha submissão à ELE me
levava a lugares nunca antes imaginados por mim, desejei que a fonte fosse
inesgotável, desejei com todas as forças que a fonte ficasse comigo, e simplesmente
não pensei em mais nada; como Einstein ao se maravilhar com a energia elétrica
e por isso ele simplesmente tentou explorar algo que pudesse fazer com que tivéssemos
uma fonte inesgotável de energia, nesta sua escolha não pensou que de suas
pesquisas nasceria a Bomba Atômica, algo com um poder de destruição também
infinita.
Escolhas.
Por mais que se pense, por mais
que se analise, às vezes deixamos escapar algo, até mesmo inconscientemente,
pelo simples desejo de ter, com nossa escolha, aquela deliciosa sensação de
felicidade.
Esqueci-me de analisar os pontos de
fora da Gaussiana. E, permiti que na escolha, deixasse-me levar por uma
expectativa elevada, e acreditei que aquela análise fosse à verdadeira, mesmo
sabendo que havia outros pontos para verificar.
Descartei o óbvio, pois ele não
aparecia em lugar algum, e de repente, surgiu um ponto de extrema importância em
minha experiência, e minhas atitudes tomadas por isso, não foram boas, e com
isso, a experiência findou-se.
Tentei retomar, mas já havia feito
isso duas outras vezes, e cada vez que fazia, partia de um ponto onde poderia falsear
minhas análises, pois todos os pontos ainda não haviam sido completamente
observados, a gente vê aquilo que quer ver, aquilo que estamos preparados para
ver. É como se nosso campo de visão nos limitasse a ver apenas nosso mundo,
temos que nos remeter a observar de outros ângulos e daí sim será possível ver
outra dimensão.
Nesta terceira análise, me remeti
ao desconhecido, e indaguei coisas que me tirasse do mundo que construí
erroneamente, pois, coloquei em minhas análises os dados que faziam com que a
situação fosse perfeita, e desta vez, vi os pontos de fora, e estes se tornaram
decisivos.
Hoje, os pontos estão se
libertando cada vez mais, até mesmo porque eu desvendei o outro mundo, eu
permiti que um novo caminho se abrisse, e que os pontos que iriam desviar minha
história, tornam-se mais visíveis.
Mas, tudo isso, só foi bom para
me levar à uma análise realista das futuras expectativas, e, percebo que o
futuro desta experiência sempre foi como o primeiro dia, uma experiência de
pensamento, onde o mundo das idéias é o cenário, pois, os personagens pertencem
a caminhos diferentes.
Pensar demais, sonhar demais, fez
com que eu vivesse o que sempre desejei, pena, que o tempo tenha sido curto
demais, pelo menos a meu ver.
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