domingo, 15 de janeiro de 2012

Fortaleza

Textos nascem e depois são intitulados. Não sei se é de praxe, mas normalmente é o que ouço dizer por aí.

Eu, hoje, decidi pelo título primeiro para narrar alguns pensamentos.

Quem nunca teve vontade de estar em uma fortaleza ou até mesmo ser DONO de fortaleza.

Descrevendo o que a palavra representa, imediatamente pensamos em um lugar, muito bem seguro, com entrada e saída estratégica, esta palavra representa segurança.

DONO tem que ser fortaleza.

Qual submissa não deseja ter um SENHOR, que a domine e também a assegure?

Estar assegurada é um dos fatores mais importantes para a entrega de uma submissa.

Quando falo em segurança, falo na sensação que temos de sentir o DONO nosso porto seguro.

DONO conquista pela segurança, cuidados, pode ser tão rígido quanto for e castigar o quanto desejar, mas sempre tem que fazer com que sua peça se sinta segura em suas mãos.

DONO tem que ser companheiro, tem que saber que sua peça tem vida, tem pensamentos, tem idéias, ideais, ELE não pode esquecer que sua peça precisa sempre se sentir em conjunto com ELE.

Uma vez li em um blog que a submissa se sentia sozinha com relação ao seu DONO, que ela atendia seu chamado, deixando de lado tudo o que podia para atendê-lo e a única vez que ela não pode servi-lo, ELE se quer havia perguntado o porquê.

Solidariamente senti-me triste por ela.

DONO não precisa interferir na vida de sua peça, porém, DONO não pode simplesmente descarta-la sem ao menos saber o que esta acontecendo.

O ser Humano é alto destrutivo, ele mesmo cava suas próprias covas, procura problemas e situações, pois às vezes se recusa a acreditar que pode se sentir feliz de uma maneira diferente da sociedade, o Homem enquanto raça necessita viver em grupo e se socializar dentro do mesmo.

Nós submissas, nos cobramos o tempo todo, se vivemos este Amor diferenciado, nos cobramos por não sermos como as demais.

Venhamos e convenhamos, as mulheres de maneira geral vivem sua submissão o tempo todo.

Uma mulher pode ser independente, forte, dominante no meio em que vive, mas se submete a suas cobranças e as cobranças dos demais. Assim, somos nós, mais intensas neste sentido.

Já conheci mulheres que jamais se aceitariam como submissas, julgam as que são e, se quer, se dão conta que são escravas de seus pensamentos, pois não dão abertura para nada.

Qual mulher não sonha com seu porto seguro?

DONO tem que ser analista, Mestre em atenção, deve saber perceber sua peça, conhecer sua respiração, seu olhar, cada contorção do corpo de sua menina.

DONO é livre para ter quantas submissas desejar. DONO pode ter um harém se tiver tempo para analisar, conhecer, vivenciar com todas elas. Se, não tiver este tempo, não tenha um harém, pois dentre as peças que terá, algumas delas, se não todas, não terão em seu SENHOR a fortaleza necessária.

Fortaleza é lugar de proteção.

Toda submissa precisa de uma fortaleza.

Toda submissa precisa de DONO.

Ela se descobre aos poucos, é uma descoberta diária, sessão a sessão, às vezes ela se assusta com seus limites quebrados, chora porque sente prazer naquilo que não imaginava que poderia sentir, e sempre que quebra seu paradigma precisa correr para sua fortaleza, o DONO. ELE tem que estar ali, pronto para recebê-la e direcioná-la para os caminhos misteriosos que DONO deseja que ela siga e conquiste.

Não há submissa sem DONO, não há DONO sem submissa, e esta dicotomia irá alicercear as bases da Fortaleza que DONO e submissa irão construir.

Palavras de uma submissa.

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