Àqueles que apreciam o mundo BDSM, que estudam e analisam o tema de forma, clara, segura e culta.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Submissão x Rebeldia
Quando encontrei meu caminho como submissa, na verdade com uma enorme vertente no masoquismo, eu a principio lutei com todas as forças com a intensidade de meus sentimentos.
Submeter-se é um ato feito de escolha.
Eu escolhi a quem seguir e a partir do momento da entrega, eu simplesmente deixei de tecer meu caminho e segui àquele que eu permiti que me conhecesse profundamente MEU VERDADEIRO DONO E SENHOR.
As vezes, acho que ELE pensa que eu esteja brincando de “seguidora”, pois tem hora que ELE coloca a prova meus mais sinceros sentimentos.
Dono tenta fazer com que eu acredite que viveria apenas pela submissão, e não há a menor possibilidade para tal.
A submissão esta diretamente ligada ao meu sentimento, as emoções que DONO me faz sentir, nas sensações que ELE me proporciona, e ao respeito que temos um com o outro.
Quando iniciamos nossa história, o contrato foi algo que me incomodava demais, e confesso que até hoje ele me incomoda, é como se eu tivesse um tempo de validade, e quando este tempo vencesse eu seria imediatamente descartada.
Tento seguir o pensamento de MEU DONO, pois ELE sempre me orienta para a importância de um contrato estabelecido e bem estruturado, quando está nestas condições permite uma maleabilidade durante o processo e até mesmo quando chegar o momento do término, pois não necessariamente o contrato terá fim, podendo ser prolongado se ambas as partes estiverem de acordo.
Como eu tenho uma visão mais “romântica” do processo, me recuso as vezes em pensar que este contrato prevaleceria em relação a sensações e sentimentos, mas, confesso que ele acaba me dando uma certa segurança, pois, uma vez concordado, eu sei que ele só será revisto na data pré-estabelecida.
Claro que DONO já me surpreendeu inúmeras vezes, quando sem eu ao menos ousar em pedir e ELE propor para que o contrato seja prolongado por mais um tempo.
Confesso que da última vez, eu pedi uma prolongação, mas, fiz isso por antecipação, pois, já estou ficando com medo da chegada do término deste contrato que temos.
É muito forte o que sinto pelo DONO, e isso, as vezes me atrapalha.
DONO é um HOMEM discreto, educado, inteligente, vivemos nosso SM, sem a intervenção de nada e ninguém, ELE estabelece as regras, eu digo se aceito ou não, ajudando assim, no processo de minha disciplina.
Muitas vezes fico rebelde. Grito e imploro por atenção como se DONO não ligasse para mim, mas nada mais é que uma reação mimada e desenxabida de minha personalidade “mandona”.
DONO tem que me disciplinar o tempo todo, sou briguenta, tento sempre sair de meu lugar, mas ELE com pulso firme me doma, monta em mim feito quem monta numa égua arisca.
Coloca-me em meu lugar, posso até lutar, tentar tirar o chicote de sua mão, mas, sempre, digo sempre DONO me coloca em meu lugar. Ajoelhada aos seus pés, banhando-os com minhas lágrimas de súplicas.
Quem não gosta de uma boa briga?
Se fosse para ser fácil, não precisaria existir um BOM DOMINADOR, pois sempre existiria submissas tranquilas e boazinhas.
Sou endiabrada. Gosto de lutar. Reclamo. Apanho. Choro. Sou beijada. Levanto a voz. Sei muito bem que ficarei de castigo. Brigo. Sou imobilizada. E, por ai vai.
Na dança desde delicioso ritual, DONO conduz e eu escolho se sigo ou paro de dançar.
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