segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Decisões




DONO me fala o tempo todo de escolhas.

ELE mesmo me direciona para eu escolher meu caminho e jamais me anular...

Penso nas escolhas com graus de dificuldades, por exemplo, nesta vida, temos inúmeras escolhas, basta enumerá-las e saber quais delas têm mais importância.

DONO é bravo, as vezes não entende meus questionamentos, eu não questiono por estar indecisa, eu questiono pois tenho no sangue o sangue dos ciganos, dos negociadores.

Porém, DONO não entende que o que eu jamais abro mão é dos momentos que passaremos juntos, nossas sessões são de extrema necessidade e importância para mim.

Afinal de contas, é nas mãos do DONO que eu esqueço quem eu realmente sou, ou melhor é nas mãos do DONO que eu encontro com o meu verdadeiro eu.

A dor que DONO me proporciona interligada com o prazer de servi-lo causa em meu corpo, sensações incondicionais.

DONO, esquece às vezes que sou mulher, que necessito de ter a vaidade atiçada, aprendi com DONO a ser exibicionista a única diferença é que ELE quer que eu faça isso sozinha, enquanto eu quero que ELE esteja ao meu lado.

DONO... DONO...

Gênio forte, personalidade marcante, seus olhos ordenam, eles atiçam minha alma, e detalhe, ELE sempre me diz que não existe esta tal entrega de corpo e alma. Será que não mesmo?

Mas, DONO é maravilhoso, sabe quando e como me pegar, quanto e o que fazer para me derreter.

DONO é forte.

E, eu também, afinal de contas, escapar de suas cintadas não é para qualquer um, e segurar o cinto ou o chicote enquanto eles cantam em minha pele, é pedir para ser marcada...

DONO fica enfurecido.

Não mede as forças e o cinto e/ou chicote canta em minha pele, e os vergões vão se levantando para contar uma história. Uma não, várias histórias.

Quando DONO consegue me colocar no chão e pisar em mim, pronto, neste instante eu já estou totalmente dominada, nesta hora o pranto acontece inconsolavelmente, e nada adianta, é neste momento que DONO me coloca em seu colo e me acaricia, faz com que minha pele se arrepie, e me toca com carinho e emoção.

Oito e oitenta, em instantes atrás era o DIADO com o chicote na mão, instantes depois, é MEU HOMEM protetor.

Nesta hora vou para cama, deito ao seu lado e DONO me possui com fome e fervor, e neste momento, tudo passa; a dor se transforma em prazer, e meu corpo deixa de ser meu passando a ser uma extensão do SEU.

Choro, jorro, grito, entrego-me. Olho nos olhos do DONO, e como sei que ELE não me permite que fale, eu guardo em meu coração a frase que eu gritaria naquele momento.

EU TE AMO.

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