Dirige-se a mim com supremacia. Eu me rebelo.
Uma força maior faz meu sangue correr, enfrento seu olhar, sorrio.
Sinto seus olhos avermelharem, o brilho me seduz.
DONO mexe seu pescoço alongando-se, ganhando mais força.
Eu viro e rebolo, como se não ligasse.
Tenta me pegar, vira meu braço para trás num golpe.
Eu reajo, viro de um lado para outro, jogo o peso de meu corpo.
Numa distração SUA eu tiro seu equilíbrio, nem sempre dá certo, mas com isso ganho tempo.
Luto com força. Empurro.
DONO torce meus cabelos na mão. Eu grito.
Sua mão afrouxa um pouco. Eu luto mais.
Tenta me segurar me imobilizando, eu enfrento.
Joga seu peso sobre meu corpo.
Eu empurro com todas as forças.
Escapo. Sinto-me forte, corajosa, valente, uma guerreira medieval.
Faz, que faz, que acaba me jogando ao chão.
Segura minha garganta. Prende-me ali, com seu corpo meu corpo, com suas pernas as minhas, sua mão em minha garganta, apertando.
Luto com mais e mais força, me debato, DONO morde minha mão e a segura, a outra eu não tenho coragem de tirar do braço da qual a mão esta em minha garganta, e o ar vai sumindo, sumindo, sumindo, meu corpo todo amolece.
E, respiro fundo com sua boca na minha.
Estou apavorada, respirando, respirando, desesperadamente.
Sua boca me dando ar, sua boca me dando vida, sua boca me trazendo de volta.
Sem forças, sem reservas, entrego-me ao seu Domínio.
Uma onde de calor, desejo, tesão, não sei bem explicar o que é, me desorienta.
Minhas lágrimas temem em cair, um choro forte, compulsivo.
Sinto-me sem forças, entregue a ti.
E, neste instante, DONO transforma-se.
Deixa de ser o FEITOR, deixa de ser o CARRASCO, transforma-se em meu PROTETOR.
ANJO NEGRO PROTETOR.
DONO me coloca no colo, ajuda-me a respirar, sussurra em meu ouvido: “Assim, menina, assim devagar.”
Passa a mão em meus cabelos alinhando-os, há instantes atrás o segurava com violência.
Esta dicotomia me assusta, sinto-me frágil, menina, incapaz de cuidar de mim.
Sinto sua força, sinto DONO comigo, sua presença me preenche por inteiro.
Cuidando de mim, acariciando-me, protegendo-me.
Uma onde de calor começa a invadir meu corpo, preciso do DONO, mais e mais.
E, imploro por sua posse, preciso sentir seu gozo dentro de mim.
E, enquanto me possui, choro e respiro.
Choro e procuro sua boca.
Choro e me perco em meus gemidos de prazer.
Choro e sussurro: “DONO meu, te amo”.
E, quando sinto sua saliva escorrendo por minha garganta, e seu sexo entrando violentamente dentro de mim, indo e vindo, e escuto seu urro de posso, e seu gozo explodindo dentro de mim, uma onde de prazer incontrolável toma conta de todo meu corpo.
Sinto-me jorrar, grito, e DONO me segura forte, me abraça até que os tremores de meu corpo vão se acalmando.
E, DONO me enrosca em seu peito, e beija minha testa, e diz:
“Xiiiiiiuuuu, eu estou aqui.”
Um comentário:
Lindo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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